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20/11/17

Depois do amor




















Gosto quando,
depois do amor,
vens e fazes ninho dos teus braços,
a acolher-me o corpo, amante do teu afago,
e encaixas o meu
no teu cansaço.

Gosto quando te desfazes em carícias
dum enrolar e desenrolar
de dedos no meu cabelo
e me beijas, baixinho, ao ouvido
para não acordar a lassidão
que o amor nos deixou…

Gosto quando me afagas a alma nua
e guardas minhas costas no teu peito.
Gosto de beijar o teu sorriso,
quando deslizo a minha perna sobre a tua
e nossos pés se aquecem num bem-querer.

Gosto quando a tua mão não cabe na minha,
quando a quero adormecer…





31/08/16

O erotismo

https://pixabay.com


Gosto do erotismo das palavras doces
que me chegam pelos ouvidos devagar,

bem

devagar...

Para dar tempo à alma para as descascar,
como se descasca uma manga madura sumarenta a pingar de doce...

E saborear devagar,


bem



    devagar...




03/07/16

Amo-te



Amo-te como
a relva ama o orvalho
nas madrugadas...
Amo-te assim,
de maneira simples,
como se ama
apenas
porque sim.
Amo-te porque
estou aqui
e tu também,
quando tudo sabe bem.
Amo-te
sem mais delongas.
E é tão bom
amar-te,
meu bem.

01/04/16

O que será?


https://pixabay.com 





Será, amor,
que são teus olhos
que espelham os meus?
Ou são os meus
o traduzir dos teus?

Será o teu amor
que dá alento
à minha vida?
Ou serei eu, deveras,
a linfa que te alimenta?

Deixa ao mundo a dúvida.
Corre a cortina,
tranca a porta,
que a mesa está posta.
É certo que eu sou o miolo
e tu a côdea
do mesmo pão que nos sacia.



26/07/15

Quando Agosto chegar




Quando Agosto chegar,
há-de vir cheio de sorrisos,
beijos, abraços
e vozes sobrepostas, em alarido.
Pedirá o tilintar dos brindes.
Anunciará conquistas.
Trará a fé recuperada nas poeiras e,
cobrará promessas.
Ordenará ao vento para que
levante o calor da tarde
e deixará que se divirta,
a roubar o sossego ao espanta-espíritos
que mantenho na varanda.
Talvez o vento não espante os espíritos alheios,
mas, deixará, decerto,
o meu em sobressalto,
ainda à espera de te ver a entrar.
Quando Agosto chegar
trará o fogo
para aquecer as areias
que me hão-de queimar os pés
e atiçar a paixão.
Agosto das horas compridas
trará as memórias só minhas e tuas,
de dedos entrelaçados
e dos beijos salgados
àquela hora da tarde
em que o sol lambe o mar.



06/05/15

Ó amor!




Ó amor idolatrado!
Tanto do que te cantam
São lágrimas de abandonado.
Por te quererem
Tantos choraram,
Tantos filhos nasceram,
Tantas mães lamentaram.
Quanta vida por viver
Quando a alegria deixou de ser.
Terá valido a pena?
Que o diga
Quem amou.
Se para passar pelo amor
Riu e chorou,
Conheceu tormenta e dor,
Pediu a Deus,
Inverteu o santo,
Perdeu-se na espera,
Não usou véu nem manto,
Culpou os céus, por fim,
Dos pecados seus.



18/04/15

Uma forma de amar


Peguei em mim,
Doei-me a ti inteira,
Rasguei-me em pedaços,
Aconcheguei-te as dores
Que acolhi no regaço.
Tirei lascas
De mim própria
Para compor teus remendos.
Neguei minhas dores
Para manter-me sóbria
E lutar contra dragões.
No caos de mim mesma,
Resgatei-te do abismo
E, ao erguer-te aos céus,
Tremeu-me a terra aos pés,
Em violento sismo.
Padeci.
Fui errante.
Quis morrer.
Morri
Por ter feito da tua,
A minha vida.
Por ter, em teu respirar,
O meu fôlego.
Por teus sonhos
Terem sido meus desejos
E querer que tuas vitórias
Sorrissem em mim
Com os quentes sabores
Da conquista.