Mostrar mensagens com a etiqueta FELICIDADE. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta FELICIDADE. Mostrar todas as mensagens

01/08/16

Vem, Agosto


https://pixabay.com/



Vem, Agosto, juntar-te às almas quentes
que cantam à brisa, filha do mar.
Vem florescer a vida,
encetar viagem a desbravar vontades,
desvirginar sonhos e despertar franquezas.
Vem alcançar cumes distantes,
correr pelas planícies
e colorir os céus com teu planar.
Vem, Agosto, que se faz tarde!
Vem imortalizar as lembranças de amanhã.










28/04/16

Sorri, ainda que...

 
Porque dizem que o sorriso faz bem ao coração, engana a lágrima e alimenta a alma, é com Djavan que a mensagem abre, para que saibamos sorrir, mesmo em dia cinzento, ainda que a dor torture e os ombros gritem o cansaço.
E já que é Dia do Sorriso



Esta é a versão em Português, de autoria do compositor brasileiro João de Barro (Braguinha) que, muitos anos mais tarde, foi regravada por Djavan. Esta versão tem um poema lindo, que não fica atrás do original.
O que muitos, das gerações mais novas, não sabem, é que esta música, das mais famosas de todos os tempos, começou por ser apenas uma doce melodia, criada por Chaplin (também conhecido como Carlitos ou Charlot) em 1936 para um filme seu, que, já há oitenta anos e, atrás de uma comédia-sem-palavras foi sua voz para criticar a ditadura, a revolução industrial e o capitalismo que maltratam e mecanizam o homem.
A música, somente em 1954, viria a receber a letra, pelas mãos de John Turner e Geoffrey Parsons. Teve versão em várias línguas, até em Esperanto.

Foi cantada por todo o mundo, por algumas das mais famosas vozes.
E era a música preferida de Michael Jackson, tendo, inclusive, sido cantada por seu irmão na cerimónia de seu funeral.

Curiosamente, este "Smile", que nos manda sorrir, apesar de todas as dificuldades, tem um quê de melancolia na sua melodia.

* Veja se reconhece esta voz que manda sorrir...





Smile

Smile, though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by...

If you smile
With your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll see the sun come shining through, for you

Light, up your face with gladness
Hide, every trace of sadness
Although a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just smile

That's the time you must keep on trying
Smile, what's the use of crying?
You'll find that life is still worthwhile
If you'll just smile.




18/03/16

Ela existe


O dia 20 de Março deste ano vai ser no próximo Domingo.

Para quem não sabe ou não se lembra: foi o dia escolhido pela ONU para chamar a atenção para a natural aspiração dos seres humanos à felicidade.

Passou a ser celebrada desde 2013 - ainda muito recente, portanto - depois da proposta aprovada, por unanimidade por todos os estados-membros da ONU que reconheceram que a felicidade das pessoas deve ser um dos objectivos a atingir pela política de todos os governos.

Não espera a ONU que se espalhem cartazes alusivos à boa-disposição espampanante e decorados por sorrisos fáceis, nem que se ergam as taças e se façam brindes à alegria de selfies.
Penso que não.
Mas espera consciência para que, quando da adopção de diversas medidas político-sócio-económicas,  se procure um desenvolvimento sustentável e maior equilíbrio da sociedade.
Estamos bem longe disso, mas é um dos meios para fomentar esse pensamento. Tenhamos fé.


O mais curioso é que o assinalar da data nasceu da sugestão de um pequeno país chamado Butão, país de que pouca gente tem conhecimento.
É um pequeno reino que fica bem perto do céu, nos Himalaias, entre a China e a Índia.
Maioritariamente budista e tendo como segunda religião o Hinduísmo, tudo doutrinas com filosofias de vida muito diferentes das dos ocidentais.

Esse pequeno país, que ultrapassou a sua origem um tanto atribulada, que tem uma economia - baseada na agricultura de subsistência e pouco mais - que é considerada das menos desenvolvidas no mundo, é tido como o país da felicidade.

E seu povo considera a felicidade a maior prioridade desde que, na década de 1970, subiu ao trono um jovem de 18 anos que proclamou que a Felicidade Interna Bruta ( FIB ) teria mais importância do que o Produto Interno Bruto ( PIB ).
Isto porque, segundo o jovem rei, o objectivo da vida não deveria ser limitado a produzir, consumir e produzir mais.
Não. Defendia que as necessidades humanas vão muito mais além do que bens materiais.
O rei sonhou.

Não será uma sociedade perfeita, mas, talvez por estarem envolvidos pela exuberância natural que sabem proteger e ali, tão próximos do céu, facto é que o povo afirma que é feliz.


Algumas curiosidades  aqui


https://pixabay.com

06/03/16

Um dia azul





Quero um dia de céu azul.
Limpo de nuvens e de ausências.
Limpo de todos os terrores,
em que o sorriso seja presença.

Em que eu possa sentir no ar
o cheiro quente dos novos amores.
Quero um dia de azul que encante.
E que não se engane, que acerte o tom,
que seja de azul autêntico,
do que não tolera prostração.

E então…poderei trilhar o tempo
que não é o de toda a gente.
O tempo sem prazo,
feito de instantes.
O tempo que se apraza de querenças,
o tempo que o céu envolva em abraço.





10/09/15

É urgente a alegria



Por estes lados, apesar do regresso de alguns à labuta do dia-a-dia, o nosso espírito ainda saboreia da leveza das férias, aproveitando as últimas réstias do sol de verão e a companhia do nosso apaixonado mar, esse, que deu de se espreguiçar numa languidez de dar gosto oferecendo-se aos últimos mergulhos. Por tudo isso, não falarei de tristezas.
Admirem-se, mas não tenho coragem. Seria como estragar um fim de tarde de Agosto, daqueles em que o sol lambe o mar, a estender-se até à areia morna e eu fosse varrê-lo com uma rajada de vento das que vêm do frio norte. Não. Por agora, ainda que os problemas proliferem em equações impossíveis e que o desespero esteja a caminho de nos bater à porta, ignoremos tudo. Vivamos em ritmo de férias.

 
Desfrutemos da magia do momento, como se não houvesse amanhã, tal e qual como quando vivemos aquele primeiro amor, lá distante, na adolescência, quando tudo era bom e o estado de graça era possível e a felicidade era eterna e, ouvíamos um anjo bom sussurrar-nos ao ouvido:
 "Só hoje" .
Vivamos, então, o dia de hoje, assim dessa mesma maneira, com essa mesma intensidade.
Não pensemos, ainda, na lista de obrigações que nos aguarda amanhã, não nos percamos em contas de cabeça. Desfrutemos apenas deste mar que nos apela à doce indolência que os deuses nos oferecem.


É urgente a alegria.
É urgente o riso fútil,
A gargalhada sem compromisso.
É urgente a ida sem destino,
O turbilhão de conversas inúteis.
É urgente adjectivar sem sentido,
Usar de banalidades,
Sobrepor a voz ao ruído.
É urgente olvidar,
Antes que venha o néscio lembrar-nos
Que a vida corre lá fora.