18/03/16

Ela existe


O dia 20 de Março deste ano vai ser no próximo Domingo.

Para quem não sabe ou não se lembra: foi o dia escolhido pela ONU para chamar a atenção para a natural aspiração dos seres humanos à felicidade.

Passou a ser celebrada desde 2013 - ainda muito recente, portanto - depois da proposta aprovada, por unanimidade por todos os estados-membros da ONU que reconheceram que a felicidade das pessoas deve ser um dos objectivos a atingir pela política de todos os governos.

Não espera a ONU que se espalhem cartazes alusivos à boa-disposição espampanante e decorados por sorrisos fáceis, nem que se ergam as taças e se façam brindes à alegria de selfies.
Penso que não.
Mas espera consciência para que, quando da adopção de diversas medidas político-sócio-económicas,  se procure um desenvolvimento sustentável e maior equilíbrio da sociedade.
Estamos bem longe disso, mas é um dos meios para fomentar esse pensamento. Tenhamos fé.


O mais curioso é que o assinalar da data nasceu da sugestão de um pequeno país chamado Butão, país de que pouca gente tem conhecimento.
É um pequeno reino que fica bem perto do céu, nos Himalaias, entre a China e a Índia.
Maioritariamente budista e tendo como segunda religião o Hinduísmo, tudo doutrinas com filosofias de vida muito diferentes das dos ocidentais.

Esse pequeno país, que ultrapassou a sua origem um tanto atribulada, que tem uma economia - baseada na agricultura de subsistência e pouco mais - que é considerada das menos desenvolvidas no mundo, é tido como o país da felicidade.

E seu povo considera a felicidade a maior prioridade desde que, na década de 1970, subiu ao trono um jovem de 18 anos que proclamou que a Felicidade Interna Bruta ( FIB ) teria mais importância do que o Produto Interno Bruto ( PIB ).
Isto porque, segundo o jovem rei, o objectivo da vida não deveria ser limitado a produzir, consumir e produzir mais.
Não. Defendia que as necessidades humanas vão muito mais além do que bens materiais.
O rei sonhou.

Não será uma sociedade perfeita, mas, talvez por estarem envolvidos pela exuberância natural que sabem proteger e ali, tão próximos do céu, facto é que o povo afirma que é feliz.


Algumas curiosidades  aqui


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14/03/16

Há dias




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Há dias em que me apetece não ter tento na língua,
não ter compostura,
não pensar nos receios,
esquecer recatos,
desconhecer limites,
atropelar barreiras
e bradar aos céus.


    





  

" Sou da geração eu já não posso mais ! "




09/03/16

Hoje também é dia, concorda?


Ontem foi Dia Internacional da Mulher.
Dia envolto em muitas histórias e acontecimentos, defendido em vários pontos do planeta, de forma distinta, desde finais do século XIX e oficialmente adoptado pela ONU em 1977. A própria ONU faz da data mote para divulgar a campanha pela igualdade de género.

Assim, ontem foi dia de homenagear as mulheres por esse mundo fora, se bem que não exactamente por todos os países do mundo. E não esqueçamos que, mesmo nos países que adoptaram o costume de homenagear a mulher,  nem todas as mulheres receberam uma flor ou um trato melhor do que o habitual do seu dia-dia.
Aliás, arriscaria afirmar, sem medo de errar, que existirão mulheres por esse mundo afora, quem sabe, até mesmo ao meu lado e à sua beira, que nem têm conhecimento de que existe um dia marcado no calendário de uma parte das pessoas, que serve para assinalar a luta pelos direitos da Mulher.
Elas nem sabem que têm direitos.

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Por outro lado,  se ontem foi o Dia Internacional da Mulher, eu acredito que hoje, apesar de não ser igualmente assinalado, também é dia da Mulher. E amanhã também será, ainda.

Concorda comigo?

Quando os microfones já não estão virados para ela;
quando os sorrisos de data marcada já não se apercebem de sua presença;
quando as lojas no shopping já não têm rosas ou tulipas para lhe estender;
quando o homem com quem reparte sua vida já não ensaia uma frase bonita ou um beijo na face;
ela continua a viver o seu dia como Mulher e continua a precisar de respeito e de todos os direitos que um ser humano deve ter.


E por falar em  direitos... nós, mulheres que, independentemente dos valores que nossa carteira comporte, estamos habituadas a todas as comodidades