28/03/16

A louca




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Ela ainda procura um não sei o quê na diferença.
Busca por aquele que sem ser se afigura…
Conta que conheceu o amor na malquerença,
que no rosto do anjo avistou o breu,
diz que do abismo resgatou a cura.
Crê que existe, algures, num recanto,
vestida de penumbra, a alvura que lhe fugiu.
Assevera que a carência alimenta mutantes
e segreda-me que alberga demónios.
Assegura que toda a vida
dura o tempo dum instante.
Ergue preces às entranhas do céu,
ainda chora pelo anjo que partiu





21/03/16

A primeira vez


 A sensação que ficou quando o conheceu,
foi de que ele era como um bolo de
chocolate acabado de sair do forno: um tentador aroma
a tomar conta do
espaço e dos desejos e
a efectiva incapacidade de não lhe dar uma
trinca ainda quente.

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18/03/16

Ela existe


O dia 20 de Março deste ano vai ser no próximo Domingo.

Para quem não sabe ou não se lembra: foi o dia escolhido pela ONU para chamar a atenção para a natural aspiração dos seres humanos à felicidade.

Passou a ser celebrada desde 2013 - ainda muito recente, portanto - depois da proposta aprovada, por unanimidade por todos os estados-membros da ONU que reconheceram que a felicidade das pessoas deve ser um dos objectivos a atingir pela política de todos os governos.

Não espera a ONU que se espalhem cartazes alusivos à boa-disposição espampanante e decorados por sorrisos fáceis, nem que se ergam as taças e se façam brindes à alegria de selfies.
Penso que não.
Mas espera consciência para que, quando da adopção de diversas medidas político-sócio-económicas,  se procure um desenvolvimento sustentável e maior equilíbrio da sociedade.
Estamos bem longe disso, mas é um dos meios para fomentar esse pensamento. Tenhamos fé.


O mais curioso é que o assinalar da data nasceu da sugestão de um pequeno país chamado Butão, país de que pouca gente tem conhecimento.
É um pequeno reino que fica bem perto do céu, nos Himalaias, entre a China e a Índia.
Maioritariamente budista e tendo como segunda religião o Hinduísmo, tudo doutrinas com filosofias de vida muito diferentes das dos ocidentais.

Esse pequeno país, que ultrapassou a sua origem um tanto atribulada, que tem uma economia - baseada na agricultura de subsistência e pouco mais - que é considerada das menos desenvolvidas no mundo, é tido como o país da felicidade.

E seu povo considera a felicidade a maior prioridade desde que, na década de 1970, subiu ao trono um jovem de 18 anos que proclamou que a Felicidade Interna Bruta ( FIB ) teria mais importância do que o Produto Interno Bruto ( PIB ).
Isto porque, segundo o jovem rei, o objectivo da vida não deveria ser limitado a produzir, consumir e produzir mais.
Não. Defendia que as necessidades humanas vão muito mais além do que bens materiais.
O rei sonhou.

Não será uma sociedade perfeita, mas, talvez por estarem envolvidos pela exuberância natural que sabem proteger e ali, tão próximos do céu, facto é que o povo afirma que é feliz.


Algumas curiosidades  aqui


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