21/07/16

Nem sei...


https://pixabay.com


A vida anda...
Por vezes corre.
Acho que corre demais.
Não gosto que corra tanto.
Talvez, por correr assim, essa vida,
eu sinta-me tão cansada
e nem sei porquê.
Decerto, pelo intento
de correr a par com ela.
E nessa corrida, apercebo-me agora:
deixei para trás coisas que fazem falta.
Mas não há como voltar e recuperá-las.
Ficaram irremediavelmente para trás!
Perdi-as pelo caminho.
Nem sei, sequer, o caminho de volta...
E enquanto perco-me nestes pensamentos, a vida continua a correr.
Corre... Corre incólume.
Corre sem parar.
Corre sem se cansar.
E não se dói se me deixa para trás



2012

20 comentários:

Por que você faz poema? disse...

A vida não cansa,
mas eu me levo com ela.

Graça Pereira disse...

Gostei desta poesia ao sabor da pedalada... talvez lá na curva apanhes o que deixaste para trás.
Beijokas.
Graça

IVANCEZAR disse...

Oi Carmem - bom reencontrar-te - sabes que também ando muito alheio ao ambiente virtual. Coisas de momento da vida ... hoje por acaso abri o Blog e vi teu comentário. Espero que andes bem e vejo que a poesia continua viva em ti . Este ano andei por terras lusitanas e tive uma experiencia bem ruim no Bonde 28 (fui roubado) no famoso eléctrico da Carris. Perdí bastante dinheiro e acabei tendo de abortar algumas cidades da Europa .... Fica para outra ... Bjs aqui do sul do Brasil !

Dorli disse...

Oi querida,
Não consigo seguir ninguém assim, sai uma frase que eu já estou seguindo mais de trezentos, para eu parar.
Tenho que esperar a vontade do blogspot
Já fiz com dois e não consegui.
beijos
Lua Singular

Minhas Pinturas disse...

Olá Carmen, Acho que há dias que sentimos essa pressa da vida, assim como há outros que desejamos vê-los correr e sumirem de nossas lembranças, mas não adianta sofrer por esta corrida o bom é mesmo aproveitar a vida como ela se apresenta. Eu amei a maneira com você escreveu e poetizou esta melancolia, ficou perfeito.
Beijinhos, Léah

heretico disse...

perdemos sempre alguma coisa nos passos que damos.
felizmente ganhamos outras.
ao fim e ao cabo a vida é uma escolha...

beijo

Emília Pinto disse...

E apesar da vida correr, sem dó nem piedade, não se importando se a acompanhamos, se a aproveitamos, se erramos, se acertamos e apesar de todos estes incidentes tristes que todos os dias ocorrem nesta vida que corre, que gira, tantas vezes de um modo cruel, há sempre um ser iluminado que parou, pensou e agiu. Como o neto de Mirö, há muitos mais heróis, anónimos, que não são notícia e que fazem o que podem para melhorar a vida daqueles que necessitam. Não sabia da atitude do neto do grande artista, mas fiquei feliz e, embora não reolve o problema é um exemplo que muitos deveriam seguir. A vida corre, a vida passa, a vida não nos dá a oportunidade de voltar atrás, mas dá-nos sempre uma chance de reflectir, de pensar no que fizemos com o tempo que passou e de dizer a nós mesmos; amanhã , se a vida permitir,teremos um novo dia e se quisermos, podemos sempre fazer aquilo que não quisemos ou não pudemos fazer; com esse novo dia temos a oprtunidade de parar, de pensar, de agir e...de novo começar. Lindo, Carmem! Obrigada pela partilha. Beijinhos e um bom fim de semana
Emilia

Tais Luso disse...

Carmem querida, também me pergunto esse tipo de coisa, vejo o quanto poderia ter feito, mas as coisas andam, não param e nem dão oportunidade para pensarmos mais um pouco. Noto que o tempo vai correndo, sem se importar com absolutamente nada. E a pergunta vem: por que não fiz?
Teus poemas garantem reflexão, tem profundidade, gosto disso, menina!
Beijo!

Pedro Luso disse...

Olá Carmem.
Mais um belo poema seu, “Nem sei...”, que canta o tempo e a luta inglória para acompanhá-lo, como diz os seus dois versos, que transcrevo:

"E nessa corrida, apercebo-me agora:
deixei para trás coisas que fazem falta".

Muito bom, minha amiga. Parabéns.
Abraço.
Pedro.

Toninho disse...

Pois é Carmem a vida nos prega esta peça,
estamos sempre no caminho com passos lentos
ao passo que ela passa em longa marcha,é certo
que muitas coisas ficarão para trás, mas é bom
que nos faça criar o desejo de viver bem o intervalo.
Linda inspiração com reflexão.
Meu terno abraço.

Andreia Morais disse...

Às vezes dava jeito que fosse mais devagar...

r: Concordo!
Beijinhos*

Sara com Cafe disse...

a vida continua.
sempre.

abraco.

Parapeito disse...

Viver é isto...
Magnifico poema que de certeza nos toca a todos...
aBRAÇO *

bandys disse...

Ola,
A vida é um sopro.
temos que aproveita-la da melhor maneira possível.
O que ficou pra tras serve como lembranças
para nos continuarmos a viver.
Linda poesia.
Beijos

Fê blue bird disse...

Amiga Carmem, revejo-me neste seu poema/desabafo.
Quantas vezes digo, porque corro tanto se não chego a lado nenhum.
Obrigada pelas suas palavras atentas e carinhosas no meu blogue. Tenho mesmo um doença "chata" que embora controlada, não me deixa fazer muitas coisas que gosto, é a vida !
Um beijinho e até Setembro.
Fique bem e seja feliz!

Sara com Cafe disse...

ótimo domingo.
abraço!

AFRODITE disse...


Temos de tentar desacelerá-la :))

Mas Carmem... a vida não é uma única linha reta! Ela também tem curvas e circuitos em círculo que nos levam de volta ao mesmo lugar e à oportunidade de corrigir aquilo que erramos. Mas claro... nem tudo podemos recuperar! A vantagem é que perdemos umas coisas ao longo da vida... mas ganhamos outras não necessariamente piores.

Beijinhos a olhar em frente
(^^)

Ana Freire disse...

É sempre inevitável algumas coisas ficarem para trás...
O que importa é que saibamos conviver com as nossas escolhas... e aquilo que não deixámos para trás... que nos faça o mais felizes, e realizados possível...
Mais um poema excepcional, no qual todos nos revemos...
Beijinhos! E até breve!
Ana

Patricia Merella disse...

Pois é. ..a vida corre tanto que por vezes não conseguimos acompanha -lá. O importante é segui em frente, beijinhos

Odete Ferreira disse...

Amiga: só temos ideia do que perdemos quando fazemos uma retrospetiva, mas, mesmo assim, essa perceção de algo que perdemos ou que não vivemos é sempre uma visão distorcida pois as circunstâncias eram outras e houve que fazer opções. Por isso, não nos devemos azucrinar com isso. Importante é tirar lições e, no presente, fazer as opções mais adequadas. A vida corre, é certo, mas devemos ser nós a marcar o passo da corrida!
BJO, Carmen :)